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05 de Fevereiro de 2001 (Bibliomed). Em resposta a questionamentos levantados sobre a segurança da popular bala Mamba, a divisão norte-americana da August Storck KG divulgou nota oficial afirmando que a bala "não oferece risco de saúde para o público" por causa do uso de gelatina derivada de carne como ingrediente do doce.
A doença da vaca louca, encefalopatia bovina espongiforme (BSE), tem sido detectada em muitos países europeus enquanto aumenta o temor sobre a possibilidade de seres humanos contraírem uma versão da doença a partir de carne e subprodutos de carne contaminados.
Mais de 80 pessoas na Europa morreram em consequência da nova variante da doença de Creutzfeldt-Jacob (vCJD).
A bala Mamba foi um dos milhares de produtos retirados do mercado há dez dias na Polônia.
A empresa informou que a bala é fabricada em total concordância com as exigências da FDA (agência norte-americana para controle de drogas e alimentos). "Foi verificado que a Storck obedeceu às nossas orientações", disse um porta-voz da agência à Reuters Health.
Essas orientações foram desenvolvidas em 1997 e 1998, e informam que a FDA não se opõe ao uso da gelatina em produtos feitos de ossos, couro ou pele obtidos de gado criado em países com a BSE, desde que pertençam a rebanhos onde não existe a doença e que o abatedouro remova imediatamente a cabeça, espinha e medula espinhal logo depois do abate.
"Continuamos investindo na segurança e qualidade dos nossos produtos", declarou Liam Killen, presidente da Storck nos Estados Unidos. "Não há absolutamente nenhuma necessidade de preocupação", declarou Killen.
Na quarta-feira, a Storck anunciou que os seus produtos estavam sendo reformulados para que amido vegetal seja usado no lugar da gelatina bovina.
Em nota à imprensa, a empresa informou que "os produtos feitos com a nova formulação vão chegar às prateleiras das lojas dos Estados Unidos no final de fevereiro".
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