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15 de maio de 2007 (Bibliomed). Ginkgo biloba é uma árvore consagrada há séculos pela medicina tradicional chinesa, no tratamento de inúmeros problemas de saúde. O extrato de suas folhas, é utilizado por diversas pessoas, com a intenção de melhorar a memória e a concentração e diminuir a confusão mental, depressão, ansiedade, vertigem, tontura e dores de cabeça. Os mecanismos de ação de substâncias extraídas dessa planta seriam: dilatação dos vasos, levando a um maior fluxo de sangue ao cérebro; redução da viscosidade do sangue; modificações em neurotransmissores e diminuição dos radicais livres de oxigênio. Entretanto, os reais efeitos ainda não foram esclarecidos.
Uma revisão de artigos, publicada em abril de 2007 tenta identificar qual a real eficácia e segurança do uso de Ginkgo biloba, no tratamento de demência e distúrbios cognitivos. Pesquisas que envolveram o extrato, comparando-o a um placebo (uma substância sem efeito no organismo), foram analisadas com essa finalidade.
Os resultados mostraram que não existe superioridade da Ginkgo biloba, comparada ao placebo. Entretanto, a maioria dos estudos observados não apresentava métodos satisfatórios de comparação, além de serem pequenos. Os resultados clínicos com o uso do extrato e seus reais benefícios, para indivíduos com demência ou distúrbios cognitivos, ainda são incertos e pouco convincentes, necessitando de maiores análises para sua correta interpretação.
Fonte: Cochrane Database Systematic Reviews. 2007 April 18; (2) CD003120.
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