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Os médicos não se cansam de falar: quanto antes o câncer for detectado, maior a possibilidade de tratamento. Duas novas técnicas – uma desenvolvida no Brasil, a outra nos Estados Unidos – vão ajudar nessa luta.
Em São José dos Campos, interiores de São Paulo, pesquisadores da Univap estão desenvolvendo um novo método para a detecção de tumores malignos, com o uso de imagens espectroscópicas.
O método substitui a biópsia tradicional. Com a "biópsia ótica", não é necessária a cirurgia, e o paciente fica sabendo do resultado do exame em minutos.
No exame, não é feita nenhuma sutura. Um cabo de fibra óptica, com dimensão de um fio de cabelo, é introduzido na região com tumor ou nódulo.
As imagens são lidas por um programa de computador que decifra o comportamento das moléculas e aponta se as células são malignas ou benignas.
A detecção do câncer de mama também está mais fácil. O responsável foi um médico da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins. O procedimento, um tipo de endoscopia, envolve o uso de uma pequena câmera -- do tamanho de uma agulha fina -- para identificar tecido de mama maligno ou pré-maligno e pode evitar a detecção através de métodos mais tradicionais.
William Dooley desenvolveu a técnica e realizou o procedimento em 55 mulheres. Em 75% dos casos, a técnica de endoscopia identificou com sucesso o câncer, afirma o pesquisador.
Em 40 por cento dos casos, o novo método identificou o câncer ou células pré-malignas que não foram detectados por métodos tradicionais como a mamografia.
O método, que pode ser realizado em pacientes em ambulatórios ou clínicas, exige somente uma anestesia leve e dura cerca de 20 a 30 minutos.
A detecção precoce aumenta chances de tratamento
Quanto antes for detectado o câncer, maior a possibilidade de tratamento. Uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos e do Canadá comprovou que a radioterapia é segura e eficaz em mulheres com câncer de mama em estágio inicial.
Os médicos examinaram 284 mulheres, das quais 71 tinham câncer. Todas estavam em estágio inicial da doença e foram submetidas à lumpectomia, cirurgia em que apenas o tumor e o tecido que o envolve são removidos, preservando a mama.
Não houve diferenças entre os dois grupos em relação a efeitos colaterais, sobrevivência ou taxas de reincidência da doença, cinco anos depois do tratamento.
O tratamento com radiação depois da cirurgia ajudou a impedir o reaparecimento do câncer de mama.
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