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Belo Horizonte, 22 de Agosto de 2001 (Bibliomed). Cientistas americanos estão estudando a origem da homossexualidade e partiram da estrutura e da organização genética do DNA para explicar o comportamento humano. O pesquisador Dean Hamer, biólogo molecular e diretor do Departamento de Estruturas Genéticas do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos é quem coordena os trabalhos.
Há mais de uma década, ele se dedica ao assunto e decidiu empenhar-se mais nos estudos depois de uma proposta irrecusável de financiamento do governo dos Estados Unidos.
Em sua pesquisa, o americano procura classificar a homossexualidade como algo determinado pela natureza, como algo que reside no corpo, nos genes ou no cérebro.
Seguro de que está próximo de provar sua tese, o pesquisador reforça seu trabalho nos progressos feitos nos últimos anos. As críticas não são suficientes para desanimá-lo. Grande parte do mundo científico resiste em aceitar pesquisas que tentam provar que comportamentos como a opção de ser gay são ditados pela genética.
A tese do norte americano é contestada porque os demais pesquisadores do meio científico acreditam que tal teoria despreza a atuação psicológica e sócio-cultural em que os indivíduos vivem e que são determinantes para esse tipo de comportamento.
Ainda assim, investimentos milionários estão sendo feitos no sentido de usar a genética como justificativa ou suporte de comportamentos considerados incorretos ou imorais pela sociedade.
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