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29 de novembro de 2007 (Bibliomed). A uremia crônica é um problema comumente encontrado em quem sofre de insuficiência renal. Apesar das constantes diálises, nem sempre é possível manter os níveis adequados de uréia, que consiste em uma substância tóxica ao nosso organismo, produto final do metabolismo das proteínas e que é normalmente eliminada pela urina.
De acordo com a revista médica International Urology and Nefrology, pacientes que apresentam altos níveis de uréia, cronicamente, estão mais predispostos a sofrerem de distúrbios do sono, fato que prejudicaria ainda mais, a qualidade de vida destes pacientes.
Pesadelos, insônia, fragmentação do sono, síndrome das pernas inquietas e apnéia durante o sono, são algumas das inúmeras desordens enfrentadas por esses pacientes. Contudo, pouco se sabe sobre qual o ‘vilão do não adormecer’ nos pacientes com uremia crônica, visto que muitos apresentam outros fatores, que possivelmente interferem também no sono, como a idade (grande parte dos pacientes são idosos), abuso de álcool e fumo, longos períodos de diálise, entre outros.
Diversos estudos estão sendo realizados para avaliar a qualidade do sono e, em conseqüência, a qualidade de vida dos pacientes que são submetidos à diálise. Acredita-se que com esta estratégia, será possível estabelecer medidas adequadas para o manejo dos pacientes urêmicos crônicos.
Fonte: International Urology and Nefrology 2007; PMID: 17914660
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